A despeito da nomenclatura o modelo 910 - oficialmente o número do projeto na fábrica era 906/10 - deu sequencia ao bem sucedido Porsche 906, tendo sido lançado ainda em meados da temporada de 1966. Apenas 28 unidades foram construídas - 19 utilizadas oficialmente pela Casa Porsche - e estrearam entre 1966 e 1967. A maior diferença com relação ao modelo que lhe deu origem era o uso de rodas de 13 polegadas e pneus de Fórmula Um, além de porca central nas rodas ao invés das cinco anteriores.
Isto o tornava inviável para uso nas ruas, como concebido no modelo 906, mas representava um ganho considerável de tempo nas trocas nos pit-stops. Quanto à motorização os alemães ainda confiavam no robusto motor de seis cilindros de dois litros e 200 HP ou no oito cilindros boxer de 2.200 c e 270 HP. No mais o 910 era mais curto e mais leve que seu predecessor.
A estréia do modelo se deu na subida de montanha de Sierre a Crans-Montana, na Suiça, 11a. etapa do Campeonato Mundial de Construtores e também válida pelo campeonato europeu da modalidade. Com Hans Hermann ao volante, o 910 chegou em terceiro lugar atrás da quase imbatível Ferrari Dino 206S de Ludovico Scarfiotti e o Porsche 906 Bergspyder oito cilindros de Gerard Mitter.
No ano seguinte, 1967, o Posche 910 foi colecionando resultados admiráveis (4o. lugar em Daytona, 3o. e 4o. em Sebring, 3o. em Monza, 2o. em Spa-Francorchamps) sempre atrás dos Ford MKII e Ferraris 330, até sua vitória maior na tradicionalíssima Targa Florio onde ocupou os três primeiros lugares, respectivamente com Paul Hawkins/Rolf Stommelen, Leo Cella/Giampiero Biscaldi e Vic Elford/Jochen Neerpasch à frente da inimiga figadal Ferrari Dino 206S.
Nos Mil Km de Nürburgring de 1967 a Porsche alinhou um batalhão de seis 910 oficiais, na tentativa de ganhar pela primeira vez o maior evento alemão automobilístico daquela época. E conseguiu seu intento ao colocar as duplas Udo Schütz/Joe Buzzetta, Paul Hawkins/Gerhard Koch e Vic Elford/Jochen Neerpasch nos três primeiros lugares.Em Le Mans, a Porsche estrearia o novo modelo 907 de traseira longa e os 910 não tiveram uma boa performance, terminando apenas em sexto lugar, com a dupla Rolf Stommelen/Jochen Neerpasch.
As 24 Horas de Le Mans de 1967 marcaram o canto de cisne do modelo 910, que foi oficialmente usado somente por um ano pela fábrica, passando assim às mãos dos pilotos privados. Nas provas de subida de montanha uma versão do 910 Bergspyder com motor de oito cilindros e 2.200 cc venceu os campeonatos de 1967 e 1968.
No Brasil, tivemos um Porsche 910 importado pelo piloto petropolitano Mário Olivetti em meados de 1970. Depois este carro passou para as mãos da equipe carioca Speed Motors, terminado por ser negociado com o piloto Lian Duarte que com ele integrou a famosa equipe Hollywood, vencendo algumas corridas do Campeonato Brasileiro de Viaturas Esporte de 1971. Hoje, segundo consta, este carro está nos Estados Unidos.(fotos reprodução)
8 comentários:
Esse carro do Lian tinha um motor 2 litros, com o kit nicasil, bielas de titânio, dupla allumage com um distribuidor Marelli de 4 platinados, injeção mecânica de guilhotina; e câmbio de 6 marchas !
Um amigo o comprou para andar na rua, e colocou um motor 2.2 do S.
Eu fiquei com motor original, montei um kit do 2.8 RSR e coloquei em um Targa 73, que acabei vendendo para um alemão, que levou o carro embora.
Segundo me contaram, o Olivetti descolou uma boa grana de patrocínio da Souza Cruz e seu intento inicial era comprar uma Lola T-70.
Mas um sobrinho seu que fazia estágio na Porsche achou este 910 a um preço bem razoável.Daí o petropolitano mudou de idéia. O carro estreou vencendo o Torneio Fluminense de Subida de Montanha, disputada em julho na Estrada das Hortensias em Petrópolis e ganhou também as 4 horas de Curitiba, disputada em outubro de 1970.
Joaquim e M
Pequena contribuição sobre esse Porsche 910 que correu aqui:
Antes dele vencer algumas corridas com o Lian Duarte e após ter vencido o Torneio Fluminense de Subida de Montanha, com o Mário Olivetti, como bem citado acima, ele venceu a segunda bateria da preliminar de Fórmula 3, com o Luiz Carlos Moraes da Speed Motors, GB.
Isso foi em 10-01-1971.
Lembro-me bem dessa corrida porque participei dela com o Ford GT 40.
O pneu dianteiro direito estourou na curva da Ferradura e fiquei por lá. A corrida era curtíssima, apenas 10 minutos.
Em segundo chegou Antonio Carlos Avallone com a Lola T70 e em terceiro o Lian Duarte com o Royalle Ford.
Abraços.
Considero o 910 o mais bonito e mais bem proporcionadoo Porsche de competição dos anos 60.
É a mais equilibrada relação do forma, tamanho, linhas, potencia e desempenho (versão 2,2l) entre todos.
Ele é 2° Porsche de competição na minha lista de preeferencias, logo depois do 904.
Antonio
Joca, o Mário queria comprar uma ALFA P33, como não encontrou no mercado europeu, seu primo, Quintella que estagiava na PORSCHE, indicou esse carro cujo preço ultrapassava o orçamento do Mário. O Industrial Hermann Martheis, pai do Andreas, emprestou o restante propciando a compra.
Um abraço.
Eita Pedro
Botou pra quebrar!
Abraços.
Esse carro, se não me engano, foi colocado para andar na rua como o M disse e acabou nas mãos de um dos Gracies.
Ficava na garagem da academia na av europa e foi destruído por um incêndio dizem criminoso.
Acho que o Gracie deu uns tapas em quem não devia. Eu vi os escombros, sobrou o chassis tubular inteiro, o resto derreteu.
O M pode confirmar se era o 910 ou o 907 que não lembro direito se tinha aqui ou não, mas um dos dois pegou fogo na garagem do Gracie.
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