segunda-feira, 29 de junho de 2015

QUEM, QUANDO E ONDE ?



Vamos esquentar os neurônios. Alguém se lembra do piloto, da pista ou do ano ? 

(foto reprodução Miau) 

quinta-feira, 18 de junho de 2015

ARQUIVO CONFIDENCIAL (3)


Como sempre, as perguntinhas que não querem calar: quem, quando e onde ? Alguém arrisca ?

(foto reprodução)

sexta-feira, 12 de junho de 2015

FÓRMULA 1600 VOLTA A INTERLAGOS.

A categoria realiza o Troféu Zurk em Interlagos nesse domingo. Os monopostos retornam à capital para realização de corrida que homenageará um dos criadores do chassi.A Fórmula 1600 está de volta a sua casa, o autódromo de Interlagos (SP) nesse domingo (14/06) para a realização de uma prova que homenageará um dos criados do chassi que deu origem ao carro utilizado pela categoria, Francisco Zurk.

A prova do final de semana terá o nome de “Troféu Zurk”, e não terá validade pelo Campeonato Paulista de Velocidade no Asfalto. Mas isso não tira em nada o brilho da prova que já tem a confirmação de grid cheio. Essa será a última oportunidade de pilotos e equipes acertarem seus equipamentos para dar sequência à Copa do Brasil de F1600 que realiza sua próxima etapa no dia 05 de julho no Autódromo Internacional de Curitiba (PR) como preliminar dos 800km de Pinhais, troca que recoloca à capital paranaense no circuito das corridas de endurance do Brasil.


Vencedores das duas primeiras etapas da Copa do Brasil de F1600, os jovens Gabriel Lusquiños (Juka Motors) e Bruno Leme (Thomaz Racing) garantiram presença no Troféu, que contará também com a presença do vice-campeão Paulista de 2014, Daniel Ebel (Thomaz Racing), além de figuras que vem se destacando na temporada, como Edu Dias (San Race) e Thiago Felippe (Thomaz Racing).
Estreantes também utilizarão a prova para se prepararem para seu debute em Curitiba, além daqueles pilotos que estrearão novos e revisados equipamentos na pista paulista, recém preparados pelas suas equipes que realizaram a migração para os novos motores Ford Zetec Rocam 1.6, além das alterações no chassi, como é o caso da dupla Luan Giraldi e Jayme Tadeu da equipe Status Racing.

Confira a programação oficial do Troféu Zurk de Fórmula 1600:
14/06 – domingo
08h00 – 08h30 – Treino livre
12h30 – 12h45 – Treino classificatório
13h30 – 14h00 – Corrida – Troféu Zurk

Confira o calendário oficial da Copa do Brasil de Fórmula 1600:
18/04 – 1ª etapa – Londrina (PR) – já realizada
23/05 – 2ª etapa – Piracicaba (SP)
20/06 – Teste coletivo da categoria – Piracicaba (SP)
04/07 – 3ª etapa – Curitiba (PR) – rodada dupla (800km de Curitiba)
22/08 – 4ª etapa – Londrina (PR) – rodada dupla
05/09 – 5ª etapa – Mogi-Guaçu (SP) – rodada dupla (500km de São Paulo)
10/10 – 6ª etapa – Curitiba (PR) – rodada dupla
01/11 – 7ª etapa – Cascavel (PR) – rodada dupla
28/11 – 8ª etapa – Interlagos (SP)
19/12 – 9ª etapa – Interlagos (SP)
A F1600 conta com o apoio da STP, FuelTech, Metal Horse, Lotse, MOTUL, Crestana e Alpie Escola de Pilotagem.
F1600 - Automobilismo ao seu alcance: Para maiores informações acesse: www.f1600.com.br ou através do Facebook (www.facebook.com/f1600BR).

(divulgação)

segunda-feira, 8 de junho de 2015

ALFA IN RIO, 1968.



Dando continuidade a alguns fotos do nosso "arquivo confidencial", registramos duas passagens da Alfa Romeo GTA # 25 pilotada por Wilsinho Fittipaldi, no antigo circuito de Jacarepaguá.

(arquivo pessoal)

terça-feira, 2 de junho de 2015

ARQUIVO CONFIDENCIAL (2)


A prova é as 500 Milhas da Guanabara de 1968. Na curva do S no antigo circuito de Jacarepaguá,três conceitos diferentes de carros. à Frente, o fusca "protótipo experimental CBA" do brasiliense Karl Von Negri, seguido da famosa carretera DKW Mickey Mouse de Volante 13 e do Fiat Abarth do carioca Carlos Souza.

(foto reprodução)


segunda-feira, 25 de maio de 2015

NO EMBALO DA LADEIRA.

Remexendo nos meus guardados encontrei esta antiga coluna de 2007, quando escrevia na seção "Retrovisor" do Blog do Flávio Gomes, a convite do amigo Roberto Brandão. Posto novamente, espero que gostem:

"Quem foi moleque nos anos 60 invariavelmente andou de carrinho de rolimã, iniciação ou rito de passagem obrigatório para a garotada que gostava de carros e adorava velocidade. Conosco não foi diferente.

Morando em uma cidade do interior com o relevo meio acidentado, o rolimã foi escolha e caminho natural para a minha turma. De início, apenas uma pequena prancha de madeira pregada ou aparafusada a dois eixos, com dois pequenos rolamentos nas extremidades. O comando da direção é que era diferente: alguns pilotavam sentados comandando o eixo dianteiro com os pés, outros de barriga e alguns mais estilosos, deitados. Freio era no pé ou no dedão.

A cidade oferecia algumas ladeiras desafiantes e cedo instalou-se uma saudável competição entre a molecada das ruas adjacentes, cada um tentando mostrar-se o bambambã das pistas, às custas de muitos arranhões, esfoladuras e contusões, algumas mais sérias. Tínhamos especial predileção por uma descida meio em curva circundando uma pequena praça, onde havia uma igreja e um pequeno hospital.

Não raro éramos expulsos dali pelo padre que ainda paramentado interrompia a missa  dominical e nos brindava com uma série interminável de palavrões, algo pouco recomendável a um ministro do Senhor. Ou então saíamos em desabalada carreira fugindo da polícia acionada pelos médicos plantonistas indignados com tanta barulheira. Aqui, duas qualidades indispensáveis aos rolimãs: a leveza e a portabilidade, pois  tínhamos que ser rápidos nessas escapadas. Outra, essa do piloto, era sebo nas canelas...

Um dia alguém apareceu com a novidade: a Fórmula Rolimã, um desenvolvimento bem mais sofisticado do que nossas simples e desnudas pranchas, publicado em uma reportagem da revista Quatro Rodas. Consistia num chassi feito de caibros de madeira, interligados por três seções de compensado recortado (frente, recosto do banco e traseira), unidas entre si por ripas e cobertas com finíssimo compensado, que dava o “shape” final.  A direção era provida por um volante soldado a um tubo e este a um interessante sistema de cordinhas, enroladas no tubo e conectadas a mangas de eixo feitas em madeira.

  
Aqui, uma marca da evolução, não mais simples rolamentinhos de esferas duplas oriundos do Citroën. mas sim “possantes” rolimãs de semi eixos de caminhões Mercedes Benz, coisa de uns 15 centímetros de diâmetro. Em cima do que seria a tampa traseira do motor, latinhas de massa de tomate, pintadas em tinta prata, denotavam as preferências pessoais: V-8, seis em linha ou mesmo V-16.  No capítulo das suspensões, os mais caprichosos e abonados, adaptavam amortecedores com molas espirais, vindas de velhas motocicletas ou motonetas até mesmo retrovisores, sem nenhum efeito prático além do visual. Um robusto santo-antônio, feito de cabos de vassoura ou tubos de água dobrados sabe-se lá como completava o pacote tecnológico.

Logo a meninada, encantada com a novidade, pôs mãos à obra e das garagens e fundos de quintal foram surgindo as preciosidades, cada uma conforme as habilidades manuais e as posses de cada um. Assim, ainda de acordo com paixões pessoais, foram aparecendo Lótus, Ferrari, BRM...

Claro estava que as nossas velhas boas e conhecidas ladeiras não se prestavam mais como circuitos para máquinas tão sofisticadas. Também era impossível correr de nossos perseguidores com um fórmula daquele embaixo do braço, deixando o produto de nossa paixão ao sabor da sanha destruidora de padres e seus asseclas discípulos de Hipócrates. Foi quando alguém descobriu o circuito de um conjunto habitacional operário ainda em vias de ser entregue, mas já dotado de um asfalto impecável. Para melhorar, o dito cujo ficava em uma encosta, ao lado do estádio Municipal.
           
Soava perfeito. Asfalto em boas condições, um longo circuito em forma de Z, com cerca de 650 metros ladeira abaixo, ninguém nas proximidades para encher o saco. Inspirados nas corridas de então, criamos os concorridíssimas competições nos sábados à tarde disputadas em baterias, mas agora muito mais organizadas, com miúdas taças e medalhas, amealhadas entre as mesadas da garotada e pais mais entusiasmados com a iniciativas da molecada.


O sistema de largada consistia em uma “área de aceleração” de uns 15 metros, delimitados por uma faixa branca até uma outra quadriculada, que dava início à bateria e à competição em si mesma. Os participantes alinhavam-se lado a lado e dali a inércia e a gravidade faziam o restante. Para melhor organização, as prova eram divididas em “classes”, digamos assim: largavam juntos os rolimãs de prancha simples de três ou quatro rolamentos, alternadas as baterias com os “especiais”, os citados Fórmula Rolimã, que raramente ultrapassavam o número de cinco ou seis unidades.


A "Comissão Técnica" era formada por pais, tios e amigos dos participantes, que cuidavam da segurança e de maneira abnegada rebocavam os rolimãs com seus carros particulares ladeira acima. E claro que o tempo foi passando e a meninada foi tomando outros rumos, adquirindo outros interesses. Alguns Fórmulas foram destruídos em acidentes, outros repassados para outros moleques, muitos desapareceram em fundos de quintal. Não sei o que aconteceu com as corridas.
             
Mas, como Orson Welles em “Cidadão Kane”, que sonhava com seu Rosebud, às vezes me pego saudoso do meu velho BRM, da sensação dos rolimãs escorregando nas curvas, o barulho ensurdecedor do aço contra o asfalto, os ainda fartos cabelos contra o vento e  a eterna indagação se faríamos a próxima curva. A emoção de um carrinho de rolimã, no embalo da ladeira.
           
Quem viveu isso, me entenderá...

(fotos reprodução QR)

sábado, 23 de maio de 2015

AS CARRETERAS GORDINI DO RIO.

Já abordei aqui no blog o aparecimento das famosas "carreterinhas Gordini" da Willys em post anterior. Agora o que me intriga é a quantidade dessas carreteras - enquadradas como "protótipos experimentais CBA" - que proliferaram no Rio de Janeiro no final dos anos 60. Alguns bons pilotos cariocas fizeram nome ao volante desses simpáticos carrinhos. Citando alguns de memória, lembro-me de Lair Carvalho, Fernando Feiticeiro, Nélson Cintra, Ruy Bessa, Narciso Sá, João Ribas, entre outros.




Embora já não competitivas frente aos outros carros e largando sempre no bolo de trás dos pelotões de largada, eram garantia de renhidas disputas, muitas delas nem notadas pelo grande público. Acima, três fotos inéditas do meu "arquivo confidencial". E quem foi da época que identifique os pilotos. Façam as honras da casa.