quinta-feira, 24 de julho de 2014

O CANTO DE CISNE DA LENDÁRIA CARRETERA 18...


Eu devia esta foto há um bom tempo: 500 Km de Interlagos de 1970 e, apesar da presença de carros muito mais modernos e já vencedores como o Bino-Ford Mark II, o Furia-FNM e a BMW-Schnitzer Esquife, a antiga carretera Chevy de Camilo Christófaro ainda deu um calor danado. E esta foto é emblemática, a "despachada" do Camilão sobre a turma dos moderninhos até a freada de Curva Três. Daí a melhor engenharia do Bino e do Furia se fez sentir e Camilo teve que se contentar em andar em terceiro até os dois ponteiros pararem nos boxes por idêntico defeito: pára-brisas quebrado. Camilão manteve-se na ponta até ser traído por uma queima da junta do cabeçote. Foi talvez a última grande exibição da carretera Chevy-Corvette e mais uma decepção para seu piloto que nunca ganhou esta corrida.

(foto reprodução)

500 KM DE SÃO PAULO...


Criada em 1957, uma das mais tradicionais provas do automobilismo brasileiro, os 500Km de Interlagos aparece esse ano com novo nome: 500Km de São Paulo, que neste ano será realizado no dia 7 de setembro. Ao contrário de uma simples mudança, existem duas importantes razões por essa alteração. A primeira se dá pela impossibilidade da prova ser realizada no autódromo de Interlagos, que acaba de entrar em reforma para o Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1. A segunda, e muito mais significativa, é que a 30ª edição da grande festa do automobilismo brasileiro receberá a parceria do Autódromo Velo Città - local capitaneado pelo piloto e empresário Eduardo Souza Ramos e considerado como "casa" da Mitsubishi, localizado na cidade de Mogi Guaçu (SP).

Sílvio Zambello, atual presidente do Automóvel Clube Paulista e promotor do evento, garante que o evento terá um grid recheado com os mais variados tipos de carros para corridas de longa duração. "Já temos muitos inscritos e o regulamento será semelhante ao da Copa Brasil de Endurance realizada no Rio Grande do Sul", conta Zambello. A edição deste ano dos 500Km de São Paulo, terá ainda uma série de atrações além da disputa pelo Primeiro Troféu Brasil de Endurance, instituído pela Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA). Aquela que mais entusiasma os amantes do esporte a motor será o Segundo Encontro de Campeões, que levará ao autódromo do interior paulista alguns dos principais pilotos e carros da história do automobilismo brasileiro, em uma verdadeira volta ao passado, com a apresentação de aproximadamente 100 carros clássicos de corrida.

A programação dos 500Km de São Paulo possui ainda competições envolvendo Clássicos de Competição e Flying Lap. Os "Vintage Cars" também estarão presentes no Velo Città, que receberá uma exposição com diversos carros de corrida e modelos esportivos com mais de 30 anos. Em especial o piloto e atual Diretor de Planejamento e Marketing da CBA, Paulo Gomes, que fará a apresentação da Old Stock Car, com a parceria do também piloto George Lamonias e do artista plástico e promotor da Semana Cultural de Velocidade Paulo Solaris. 

Dois personagens importante do automobilismo no Brasil serão homenageados nos 500 Km de São Paulo: Emilio Zambello, piloto renomado no cenário do automobilismo brasileiro falecido a pouco tempo, dará o nome ao Troféu dos 500 Km de São Paulo, enquanto Gil de Souza Ramos, também com a vida dedicada ao automobilismo, pai de Eduardo, e também falecido recentemente, nomeará o Troféu dos Clássicos de Competição.


(foto Miguel Costa Jr./divulgação)

domingo, 13 de julho de 2014

AQUARELA BRASILEIRA...(12)


A foto é linda demais para que eu não deixe de registrar. Circuito de rua da Barra da Tijuca, creio que em 1965. Marinho Camargo no Malzoni-DKW de lata #10, seguido da berlineta #35 de Carlos Erymá e do DKW #92 do Newtinho Alves. Os créditos vão para o arquivo do Eduardo Achylles de Miranda, publicado na página do Facebook do Clássicos Brasileiros.

(foto reprodução)

quarta-feira, 9 de julho de 2014

KART IN RIO, 1974...



A descoberta é do incansável Dú Cardim: quem se lembra dos pilotos de kart do Rio em 1974 ? O vídeo é do arquivo do Canal 100 e abre com imagens das primeiras provas de kart no Rio de Janeiro, o kartódromo do Maqui-Mundi, etc, etc.

(videos cortesia Du Cardim)

domingo, 6 de julho de 2014

QUEM, QUANDO E ONDE...?


Não é tão difícil quanto parece. Quem matar os dois pilotos no centro já é meio caminho andado. Quem arrisca ?

(foto reprodução)

quinta-feira, 26 de junho de 2014

O DESCONHECIDO CIRCUITO BRIZZI DE INTERLAGOS...

Não sei quem o batizou, nem quando nem porque. Mas acredito que foi uma homenagem a Nélson "Enzo" Brizzi, lendário mecânico e construtor de carros de corrida dos anos 60. Trabalhou na Equipe Tubularte de José Gimenez Lopes, depois foi um dos baluartes da Equipe Willys e por fim o construtor do Fusca dois-motores dos irmãos Fittipaldi e do protótipo Fitti-Alfa. Pois bem, pouca gente sabe que o miolo do antigo circuito de Interlagos era também conhecido como "circuito Brizzi", devido à ampla reforma que o circuito paulista sofreu de 1968 a 1970.

Explico melhor:  a pista de Interlagos foi inaugurada em 12 de maio de 1940 e, apesar do desenho desafiante do circuito e de sua vista privilegiada, ficou mais de 25 anos sem uma reforma ou atualização adequada. Em 1967 para a realização das Mil Milhas (a primeira corrida em quase toda a década de 1960 em que correriam pilotos europeus) uma apressada recapagem do asfalto em alguns pontos do circuito e alargamento das laterais de algumas curvas fizeram-se necessárias. Mas, devido ao estado calamitoso do circuito paulistano, Interlagos merecia uma ampla e geral reforma. E isto foi conseguido através do esforço do casal Piero e Lula Gancia que conseguiram sensibilizar o então prefeito Faria Lima.

O que se previa ser uma reforma de um ano tornou-se uma batalha de dois anos devido às precárias condições do circuito, com instalações completamente inadequadas e totalmente superado quanto á segurança. Neste meio tempo, 1968/69, os brasileiros começaram a fazer sucesso na Europa na F-Ford e Formula 3, provocando quase uma debandada dos nossos melhores jovens pilotos rumo ao continente europeu. E o panorama do automobilismo internacional mudara radicalmente com os grandes nomes clamando por melhores condições de segurança nos circuitos. Além do mais, já se comentava à boca pequena a intenção de trazer para o novo Interlagos provas do Mundial de Marcas ou de categorias menores como a Fórmula 3, a exemplo do que ocorria na Argentina.


Em meados de 1969 o miolo do circuito já estava pronto. Novo asfalto, curvas com ângulos retificados, novos acostamentos e áreas de escape, além da grande novidade dos guard-rails. Em obras somente o novos boxes - agora deslocados das imediações da antiga Curva da Junção para as proximidades da Curva Um. Daí começaram as gestões dos pilotos, federação e do pessoal das escolinhas de pilotagem para a liberação do miolo do circuito apenas para aulas e treinos oficiais.



Uma volta por parte do antigo "circuito Brizzi", sem os retornos da Junção e Curva 4.

E como a reta dos boxes, as Curvas Um e Dois - e consequentemente o antigo Retão e Curva 3 - estavam interditados devido as obras, improvisou-se um circuito aproveitando todo o miolo, mas com retorno ao contrário na Curva da Junção (atual Café) e na antiga Curva 4, descida para a ferradura. Os boxes improvisados ficavam num recuo da pista na Reta Oposta, pouco antes da Curva do Sol. Não se sabe que, como nem porque batizaram informalmente de "Circuito Brizzi". Mas este jamais foi utilizado em competições oficiais, apenas em treinos, ocasionais testes e aulas das escolinhas de pilotagem. Mas fica aí o registro pelo menos a título de curiosidade.

(foto reprodução)


quarta-feira, 18 de junho de 2014

AQUARELA BRASILEIRA...(11)

Sem autódromo, os mineiros tinham que se virar com o que estivesse à mão. Depois de algumas corridas de rua em Juiz de Fora e outras cidades do interior, foi a vez de Belo Horizonte marcar presença. E isto foi possível com a construção do Mineirão, onde o estacionamento do estádio serviu para improvisação de pista de corrida. Ali despontou uma geração lendária de carros e pilotos no final dos anos 60 e início da década seguinte. Só para lembrar alguns, os primos Toninho e Ivaldo da Matta, Marcelo Campos, Ronaldo Ferreira, Martius Jarjour, Clóvis da Gama Ferreira e outros de nomes folclóricos mas não menos competentes, como Kid Cabeleira e Edu Malavéia.



Nossa Aquarela Brasileira de hoje homenageia carros também que ficaram na história como o Opala Motorauto, o Puma e AC-VW da Carbel ou o Corcel Bino da Cisa, além de algumas experimentações um tanto exóticas como protótipos VW de fundo de quintal ou um dos poucos Chrysler GTX a participarem de corridas. Cheguei a assistir algumas dessas provas no velho circuito do Mineirão, depois denominado Marcelo Campos, após o fatal acidente deste piloto em janeiro de 1970.