sexta-feira, 31 de julho de 2015

A LIÇÃO QUE VEIO DO PLANALTO.

Já abordei aqui a história dos bem preparados fuscas de Brasília que surpreenderam e conseguiram excelentes resultados na temporada de 1968, principalmente nas pistas do Rio de Janeiro, Brasilia, Goiânia, Anápolis, Belo Horizonte e Salvador.


Acima, um flagrante da largada das 500 Milhas da Guanabara de 1968, onde o fusca #12 de Enio Garcia/Toninho Martins alcançou o segundo lugar, e o #13 de Karl Von Negri/Dirceu Bernardon chegaram em terceiro, seguido do depois famoso protótipo Camber (Patinho Feio) de um quase imberbe Alex Dias Ribeiro e João Luis da Fonseca.

(arquivo pessoal)

terça-feira, 28 de julho de 2015

O CANTO DE CISNE DAS CORRIDAS LONGAS.

As 12 Horas de Interlagos de 1971 pode ser considerada o canto de cisne das corridas longas brasileiras, pelo menos nos moldes conhecidos desde o final dos anos 50 com o advento das Mil Milhas. Durante mais de uma década os organizadores brasileiros privilegiaram corridas longas com duplas de pilotos, misturando todo tipo de automóvel em diferentes classes e categorias. O que inicialmente favorecia o espetáculo, transformando as provas em verdadeiros "vaudeville automobilístico", já não era uma realidade a partir da temporada de 1970. Novos carros importados enchiam os olhos dos torcedores, como as Lolas T-70, a Lolinha T-210, o Ford GT-40, os Royale-Ford, além de protótipos nacionais do porte dos novos Fúria e Casari A-1.

As novas temporadas internacionais de F-Ford e F-3, além da bem sucedida Copa Brasil, já haviam convencido corações e mentes da beleza e praticidade das corridas curtas. Nosso próprios dirigentes já haviam pela primeira vez elaborado um calendário mais sensato, dividindo carros e categorias em três campeonatos distintos; o Brasileiro de Velocidade para carros da recém-lançada F-Ford nacional, o Campeonato de Viaturas Esporte para protótipos importados e nacionais da Divisão 4 e o Campeonato Brasileiro de Turismo, para carros enquadrados na Divisão 3.


Apesar do bom grid na largada as primeiras horas desta edição das 12 Horas já revelava os velhos vícios das nossas antigas corridas longas: alguma emoção nas voltas iniciais, depois a caída do ritmo em busca de regularidade, a fim de evitar as quase inevitáveis quebras, transformando as horas restantes num desfilar interminável e monótono de carros se poupando, tentando chegar ao fim da competição. No fim, após a quebra da favorita Lola T70 MK3B de Antonio Carlos Avallone/Totó Porto, e dos problemas com os Fúria-FNM e o estreante Fúria-GM e da já quase superada carretera Chevy-Corvette de Camillão Christófaro, venceu a Alfa Romeo GTAm dos irmãos Abilio e Alcides Diniz, a segunda vitória da dupla em grandes provas nacionais - já haviam vencido as Mil Milhas de 1970 com o mesmo carro - graças à regularidade.

As corridas longas começavam a definhar no Brasil. Só retornariam com a criação da Divisão Um em 1973, mas aí já é outra história.

(foto reprodução)

quinta-feira, 16 de julho de 2015

ARQUIVO CONFIDENCIAL (4)


Circuito de Cascavel, 1973. À frente, o piloto piracicabano Angi Munhoz conduz a Alfa Romeo T-33/3 (ex- Jolly e Marivaldo Fernandes) equipada com motor Maverick V8 de 5 litros. Atrás, o Heve P6-VW da Equipe Hollywood, pilotado por Mauricio Chulam. E por último, mas não menos importante, o Polar-Corcel de Jaime Levy.

(foto reprodução arquivo Angi Munhoz)

terça-feira, 7 de julho de 2015

O DESAFIO DOS INDEPENDENTES.

Entre 1967 e 1970, com a retirada das equipes de fábrica, o automobilismo brasileiro foi mantido a duras penas pela insistência das equipes e pilotos independentes. Com exceção da equipe Willys (mais tarde com a junção da Ford, mas só na temporada de 1968), a Dacon e seus famosos Karmann Ghias-Porsche, a equipe Brasil que herdara por poucas provas o que restara dos Malzoni da Vemag, alguns FNM JK e Simcas remanescentes das equipes oficiais, sustentaram a  duras penas a atração e paixão dos torcedores pelas corridas de automóveis, assunto que tratei  aqui no blog.

A se destacar neste período, mais precisamente no início de 1968, a chegada das BMW via seu representante legal no país, a equipe CBE, e o seu confronto esportivo e por um lucrativo nicho de mercado, até ali dominado pelas icônicas Alfas Romeo GTA da Equipe Jolly (veja aqui).



Acima, mais dois registros entre a desafiante BMW e a já consagrada Alfa GTA, na largada das 500 Milhas da Guanabara de 1968.

(arquivo Dú Cardim)

segunda-feira, 29 de junho de 2015

QUEM, QUANDO E ONDE ?



Vamos esquentar os neurônios. Alguém se lembra do piloto, da pista ou do ano ? 

(foto reprodução Miau) 

quinta-feira, 18 de junho de 2015

ARQUIVO CONFIDENCIAL (3)


Como sempre, as perguntinhas que não querem calar: quem, quando e onde ? Alguém arrisca ?

(foto reprodução)

sexta-feira, 12 de junho de 2015

FÓRMULA 1600 VOLTA A INTERLAGOS.

A categoria realiza o Troféu Zurk em Interlagos nesse domingo. Os monopostos retornam à capital para realização de corrida que homenageará um dos criadores do chassi.A Fórmula 1600 está de volta a sua casa, o autódromo de Interlagos (SP) nesse domingo (14/06) para a realização de uma prova que homenageará um dos criados do chassi que deu origem ao carro utilizado pela categoria, Francisco Zurk.

A prova do final de semana terá o nome de “Troféu Zurk”, e não terá validade pelo Campeonato Paulista de Velocidade no Asfalto. Mas isso não tira em nada o brilho da prova que já tem a confirmação de grid cheio. Essa será a última oportunidade de pilotos e equipes acertarem seus equipamentos para dar sequência à Copa do Brasil de F1600 que realiza sua próxima etapa no dia 05 de julho no Autódromo Internacional de Curitiba (PR) como preliminar dos 800km de Pinhais, troca que recoloca à capital paranaense no circuito das corridas de endurance do Brasil.


Vencedores das duas primeiras etapas da Copa do Brasil de F1600, os jovens Gabriel Lusquiños (Juka Motors) e Bruno Leme (Thomaz Racing) garantiram presença no Troféu, que contará também com a presença do vice-campeão Paulista de 2014, Daniel Ebel (Thomaz Racing), além de figuras que vem se destacando na temporada, como Edu Dias (San Race) e Thiago Felippe (Thomaz Racing).
Estreantes também utilizarão a prova para se prepararem para seu debute em Curitiba, além daqueles pilotos que estrearão novos e revisados equipamentos na pista paulista, recém preparados pelas suas equipes que realizaram a migração para os novos motores Ford Zetec Rocam 1.6, além das alterações no chassi, como é o caso da dupla Luan Giraldi e Jayme Tadeu da equipe Status Racing.

Confira a programação oficial do Troféu Zurk de Fórmula 1600:
14/06 – domingo
08h00 – 08h30 – Treino livre
12h30 – 12h45 – Treino classificatório
13h30 – 14h00 – Corrida – Troféu Zurk

Confira o calendário oficial da Copa do Brasil de Fórmula 1600:
18/04 – 1ª etapa – Londrina (PR) – já realizada
23/05 – 2ª etapa – Piracicaba (SP)
20/06 – Teste coletivo da categoria – Piracicaba (SP)
04/07 – 3ª etapa – Curitiba (PR) – rodada dupla (800km de Curitiba)
22/08 – 4ª etapa – Londrina (PR) – rodada dupla
05/09 – 5ª etapa – Mogi-Guaçu (SP) – rodada dupla (500km de São Paulo)
10/10 – 6ª etapa – Curitiba (PR) – rodada dupla
01/11 – 7ª etapa – Cascavel (PR) – rodada dupla
28/11 – 8ª etapa – Interlagos (SP)
19/12 – 9ª etapa – Interlagos (SP)
A F1600 conta com o apoio da STP, FuelTech, Metal Horse, Lotse, MOTUL, Crestana e Alpie Escola de Pilotagem.
F1600 - Automobilismo ao seu alcance: Para maiores informações acesse: www.f1600.com.br ou através do Facebook (www.facebook.com/f1600BR).

(divulgação)